O peso argentino liderou o ranking global de apreciação monetária em 2024, registrando um aumento de 44,2% nos primeiros 11 meses do ano. Esse resultado superou significativamente a lira turca, que ocupou a segunda posição com uma alta de 21,2% no mesmo período.
Esse desempenho é atribuído às políticas monetárias do presidente Javier Milei, que incluíram um severo programa de austeridade e a manutenção de controles cambiais rígidos1. A valorização do peso foi impulsionada por um aumento nas exportações e uma redução da inflação.
Em contraste, o real brasileiro sofreu uma desvalorização de 21,82% frente ao dólar americano em 2024. Esse desempenho posicionou o real como a moeda com a maior queda entre as economias do G20 e de um total de 27 divisas analisadas pela consultoria Elos Ayta.

A valorização do peso argentino é atribuída às políticas monetárias implementadas pelo presidente Javier Milei, que assumiu o cargo em 2024.
No entanto, essa apreciação teve efeitos colaterais, como a redução do turismo estrangeiro no país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), as chegadas de turistas caíram 20,2% entre maio e novembro de 2024 em comparação com o mesmo período de 2023.
Por outro lado, a desvalorização do real brasileiro reflete preocupações com a política fiscal e a saída de capitais do país. Em 2024, o Brasil registrou uma saída líquida total de US$ 18,01 bilhões, a maior desde 2020, conforme dados do Banco Central.
Essa fuga de capitais contribuiu para a depreciação da moeda brasileira, que atingiu mínimas históricas nos últimos meses do ano.
Esses movimentos cambiais refletem as diferentes abordagens econômicas adotadas pelos dois países sul-americanos e seus respectivos impactos nas economias locais e no comércio internacional.
Essas informações são baseadas em relatórios da GMA Capital e do Banco de Compensações Internacionais (BIS).










