
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro para sua cerimônia de posse, marcada para o dia 20 de janeiro, em Washington. O convite foi feito por e-mail e enviado pelo diretor-executivo do comitê de posse, Richard Walters. Na mensagem, Bolsonaro é chamado de “presidente” pelo auxiliar de Trump, destacando a relação próxima entre os dois líderes.
Bolsonaro expressou sua gratidão pelo convite em suas redes sociais, afirmando: “Muito honrado em receber do Presidente dos EUA, Donald Trump, convite para a sua posse e de seu Vice-Presidente J.D. Vance, no próximo dia 20 de janeiro.”
A presença de Bolsonaro na cerimônia enfrenta um obstáculo significativo: seu passaporte está retido pela Polícia Federal do Brasil desde 2024, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a investigações relacionadas a supostas tentativas de golpe de Estado. Seus advogados já apresentaram recursos ao STF para recuperar o passaporte, argumentando a importância diplomática e política de sua participação na posse de Trump.
No entanto, a decisão de Moraes é incerta, considerando que ele já negou pedidos semelhantes anteriormente. A negativa pode gerar uma crise diplomática entre a Suprema Corte brasileira e o governo de Donald Trump.
A relação entre Trump e Bolsonaro sempre foi marcada por afinidades ideológicas e políticas, com ambos compartilhando visões conservadoras e nacionalistas. A presença de Bolsonaro na posse de Trump poderia simbolizar o fortalecimento dos laços entre os movimentos de direita nas Américas.
Enquanto aguarda a decisão do STF, Bolsonaro mantém contato próximo com aliados nos Estados Unidos, incluindo seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que tem desempenhado um papel ativo na manutenção das relações com a família Trump.
A possível participação de Bolsonaro na posse de Trump é vista por analistas como uma oportunidade para o ex-presidente brasileiro reforçar sua posição no cenário político internacional, especialmente após sua inelegibilidade até 2030.
A posse de Trump também é aguardada com expectativa por parlamentares aliados de Bolsonaro, que tentam aprovar uma lei para perdoar condenados e investigados por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. Esses atos, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília, são comparados aos ataques ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, nos Estados Unidos. Trump prometeu anistiar os condenados pelo episódio de quatro anos atrás.









